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Ruas que reúnem os imóveis mais caros vendidos em SP (Valor Econômico)

Com valores recordes e demanda restrita a poucos endereços, o segmento de alto padrão mostra estabilidade em regiões já consagradas da capital paulista

Ruas que reúnem os imóveis mais caros vendidos em SP (Valor Econômico)

Um levantamento feito pela Bossa Nova Sotheby’s, a partir de dados do mercado imobiliário de São Paulo, apontou as ruas que são endereço dos imóveis negociados a valores mais altos da capital, ao longo de 2025: Frederic Chopin e Professor Artur Ramos, nos Jardins; Leopoldo Couto Magalhães Júnior, no Itaim; e Afonso Braz e Praça Pereira Coutinho, na Vila Nova Conceição, reúnem as dez transações imobiliárias mais altas observadas do período. Em comum, são imóveis reformados e com interiores modernizados, o que agrega valor aos bens.

 O imóvel comercializado pelo maior valor do metro quadrado fica na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior: R$ 88,7 mil, em um empreendimento entregue há menos de um ano. Já o preço total mais alto ficou com um apartamento de 865 metros quadrados da Rua Frederic Chopin: R$ 64,7 milhões.

 A pesquisa também traz um recorte dos últimos cinco anos. Em geral, os bairros mais valorizados se mantêm, além de Cidade Jardim e da Vila Mariana, que aparecem neste monitoramento.

 “O estudo revela as ilhas de altíssimo padrão da cidade. São endereços muito procurados pelos clientes do segmento, que tendem a mudar de endereço somente entre essas mesmas regiões”, afirma Romero.

 VALOR DO ENTORNO

 A valorização das ruas também é influenciada pelo que há no entorno imediato. A Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior é um bom exemplo: começa em uma esquina da Avenida Juscelino Kubitschek, desce até cruzar a Avenida Faria Lima e termina no Parque do Povo, compreendendo cerca de dez quarteirões.

 “É uma via que se conecta a vários pilares do Itaim: à única área verde do bairro, aos edifícios corporativos ‘triple A’ da Faria Lima e aos restaurantes sofisticados. Fazer tudo isso a pé, em um terreno todo plano, tem seu valor”, analisa Daniel Dequech, diretor Comercial da incorporadora Bolsa de Imóveis DI.

 A empresa tem quatro empreendimentos na rua — o mais recente deles é o Casa Leopoldo, entregue no ano passado, que ainda tem três unidades à venda. O prédio fica no trecho acima da Faria Lima, historicamente menos valorizado do que a parte mais próxima ao Parque do Povo, mas que vem tornando a oferta de serviços mais sofisticada, incluindo a construção de uma nova operação de varejo (Shops), da JHSF.

 “Além disso, é a maior planta daquele quarteirão, com 335 metros quadrados e com apenas 21 unidades”, conta Dequech.

 O estudo destaca ainda a curva de alta dos imóveis negociados nos condomínios mais icônicos de São Paulo desde 2020. No Seridó 106, da Yuny Incorporadora, o metro quadrado foi vendido a R$ 65,4 mil em 2023, saltando para R$ 83,6 mil na comercialização mais recente, no ano passado. Já no Residencial Cidade Jardim, da JHSF, foi de R$ 66 mil, em 2024, para R$ 84,3 mil neste ano.

 “Em geral, o metro quadrado dos imóveis nesses prédios teve uma variação média de 53% em cinco anos”, informa Romero. Em 2025, foram fechadas 40 negociações de imóveis acima dos R$ 15 milhões na capital. A soma do total transacionado chegou a R$ 954,3 milhões.

 NOVOS PROJETOS

 O levantamento inclui ainda os novos projetos (recém-lançados ou em construção) mais relevantes do segmento de alto padrão. O 280 Art Boulevard, da Benx Incorporadora, sem dúvida, teve destaque. “Um apartamento-tipo vendido recentemente na torre do empreendimento teve o metro quadrado negociado por cerca de R$ 67 mil”, conta Romero.

 “O prédio já virou uma referência na rua, no bairro e na cidade. Vai marcar o mercado de alto padrão de São Paulo, mostrando todo o potencial da cidade, além de elevar a régua de preços no âmbito nacional também”, aposta Luciano Amaral, CEO da Benx.

 Outros empreendimentos em desenvolvimento com metro quadrado em alta são o Bueno Brandão 257, da Tegra Incorporadora (R$ 62,2 mil), o Tonino Lamborghini Residences, da Gafisa (R$ 52,4 mil), e o 177 Jerônimo, da Yuny Incorporadora (R$ 51,5 mil).

Conteúdo publicado originalmente por Valor Econômico e reproduzido pela ABECIP para fins informativos.

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