Sandbox
ImprensaNotícias

Eduardo Paes firma acordo para Minha Casa Minha Vida na Zona Portuária com movimento por moradia - O Globo

Terreno pertencente à Cia Docas está ocupado há pouco mais de uma semana; negociação agora é com o governo federal

Eduardo Paes firma acordo para Minha Casa Minha Vida na Zona Portuária com movimento por moradia - O Globo

Por Priscilla Litwak

Em reunião realizada nesta terça-feira (3), o prefeito Eduardo Paes assinou um documento de compromisso com representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) para destinar um terreno no número 827 da Via Binário do Porto à construção de moradias populares por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida Entidades. O espaço está atualmente ocupado por cerca de 200 famílias que integram a ocupação Povo Maravilha, instalada há pouco mais de uma semana na região central do Rio.

Parque Olímpico: Câmara dos Vereadores aprova, em primeira discussão, projeto que viabiliza megacomplexo de entretenimento Da Penha a Paris: Filme sobre intolerância religiosa leva dois alunos da rede pública do Rio à universidade de Sorbonne

A área em questão pertence à Companhia Docas do Rio de Janeiro, empresa federal vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos. A efetivação da proposta, segundo o próprio documento, depende da regularização fundiária do terreno para que ele possa ser oficialmente integrado ao programa habitacional.

As famílias que hoje ocupam o espaço são majoritariamente oriundas de bairros periféricos da cidade, como Pavuna e São Cristóvão. Segundo organizadores da ocupação, são pessoas em situação de vulnerabilidade social, que pagam aluguéis considerados altos para habitações precárias e insalubres.

Antes da reunião com o prefeito, representantes da ocupação participaram de encontros com a presidência da Cia Docas. Segundo o coordenador nacional do MTST, Gabriel Siqueira, houve abertura para negociação e, como resultado, a ação de reintegração de posse em curso foi temporariamente suspensa. A expectativa agora é que a empresa federal viabilize a cessão ou venda do terreno para permitir a inclusão no programa habitacional.

— A assinatura desse documento pelo prefeito foi um primeiro grande passo para o atendimento da necessidade básica dessas famílias de viver em moradias dignas e seguras. Agora vamos prosseguir no diálogo com o governo federal para que tudo se resolva da melhor forma e o mais rapidamente possível — afirma Siqueira.

Siqueira também destaca o simbolismo da ocupação para o centro do Rio:

— Estamos aqui na região da Pequena África, do Rio de Janeiro, onde negros e negras vieram parar sendo escravizados. Moraram e trabalharam aqui e depois foram expulsos. E nós agora queremos o povo no centro de novo. Achamos que essa ocupação faz jus ao nome, Povo Maravilha, e que esse exemplo pode servir para que o centro da cidade tenha o povo, tenha moradia. Não só moradia para quem pode pagar muito; moradia também para quem não tem condições, moradia de interesse social. A gente espera que esse seja só o primeiro de muitos e que a gente tenha um centro da cidade, um Porto Maravilha, cada vez mais justo e democrático.

Ele explica que o projeto é voltado especialmente para famílias de baixa renda, de acordo com as regras da Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, destinado a famílias com renda de até três salários-mínimos.

— As famílias que estão aqui vêm de favelas, comunidades e bairros da periferia. São pessoas com renda entre zero e três salários-mínimos, exatamente o público da Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida Entidades. Dentro desse programa, quem recebe benefícios sociais como o Bolsa Família pode ter acesso à moradia sem custo. Já famílias com renda de até três salários-mínimos pagam uma parcela simbólica, proporcional ao que ganham. Ou seja, é um modelo pensado justamente para que a população mais vulnerável possa viver com dignidade, pagando um valor que cabe no bolso.

A deputada estadual Renata Souza também participou da reunião e destacou a importância do avanço representado pela formalização do compromisso:

— Que a luta das famílias da ocupação Povo Maravilha sirva de exemplo para tantas outras que seguem reivindicando o direito fundamental à moradia — afirmou.

A parlamentar afirmou que o plano original do Porto Maravilha previa a construção de 28 mil moradias populares na região, mas, até hoje, apenas 25 unidades foram efetivamente entregues.

Também estiveram presentes na assembleia realizada na noite desta terça-feira (3), na própria ocupação, os deputados Henrique Vieira, Reimont, Maíra e Elika Takimoto.

Próximos passos

Com o apoio formal da prefeitura, os próximos passos incluem a elaboração de um projeto técnico de construção e o avanço das tratativas com o governo federal. De acordo com Siqueira, um pré-estudo aponta a possibilidade de erguer até 300 unidades habitacionais no local, voltadas à Faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida.

Ainda não há prazo para a resolução da disputa fundiária nem para o início das obras. Segundo a Cia Docas, a alienação do terreno depende da resolução de pendências legais e financeiras associadas à matrícula do imóvel.

Conteúdo publicado originalmente por O Globo e reproduzido pela ABECIP para fins informativos.

AssuntosImprensaNotícias

Leia também

Mais em Notícias
Pernambuco lidera obras do Minha Casa, Minha Vida no Brasil
Notícias

Pernambuco lidera obras do Minha Casa, Minha Vida no Brasil

05 de ago de 2025 · 3 min
Minha Casa, Minha Vida: governo anuncia 918 novas moradias em 10 estados. Uol
Notícias

Minha Casa, Minha Vida: governo anuncia 918 novas moradias em 10 estados. Uol

15 de set de 2025 · 1 min
Crédito imobiliário para PJ cresce nos últimos anos; entenda como funciona – Valor Investe
Notícias

Crédito imobiliário para PJ cresce nos últimos anos; entenda como funciona – Valor Investe

18 de set de 2025 · 5 min
Jader Filho: corte no PAC não afetará obras do Minha Casa, Minha Vida - O Liberal
Notícias

Jader Filho: corte no PAC não afetará obras do Minha Casa, Minha Vida - O Liberal

04 de jun de 2025 · 2 min